Distribuição de Energia
Uma plataforma operacional para distribuição de energia - dashboards em tempo real, alertas, comandos remotos para dispositivos no campo e conformidade ANEEL (DRP/DRC) tratada como dado de primeira classe.
Operar uma rede de energia exige ver o campo em tempo real e agir sobre ele com confiança.
Distribuição de energia no Brasil é uma operação regulada e contínua. Dispositivos espalhados na rede reportam estado o tempo todo, e o centro de operações precisa enxergar isso agora - não no relatório do dia seguinte. Quando a tensão sai da faixa adequada, a distribuidora tem obrigação com a ANEEL e o consumidor recebe ressarcimento automático na conta.
O desafio de engenharia é duplo. Levar estado vivo de muitos dispositivos até uma tela sem derrubar o navegador, e deixar o operador mandar comando de volta para o campo com a certeza de que o comando chegou, chegou uma vez só e ficou registrado - porque aqui a consequência é física na rede.
Engenheiro full-stack: serviços de backend em NestJS e o console de operações em React.
- - Serviços de backend em NestJS para ingestão de telemetria, cálculo de indicadores e disparo de alarmes.
- - Canal WebSocket bidirecional entre o centro de operações e os dispositivos de campo, com reconexão e reconciliação de estado.
- - Console de operações em React: dashboards em tempo real, lista de alarmes e envio de comandos remotos com confirmação.
- - Modelagem dos indicadores ANEEL (DRP/DRC, DEC/FEC, DIC/FIC/DMIC) para que conformidade fosse um dado de primeira classe, não um relatório de fim de mês.
Entender o vocabulário regulatório antes de modelar dado.
DEC, FEC, DIC, FIC, DMIC e principalmente DRP/DRC não são métricas internas - são obrigações da ANEEL com limites legais. Modelar o domínio errado aqui custa multa e ressarcimento ao consumidor.
Definir o contrato de telemetria entre campo e backend.
Dispositivos no campo emitem estado de forma contínua. Decidi o formato da mensagem, a janela de agregação e o que vira evento de alarme versus o que é só leitura de série temporal.
Streaming ao vivo para o console sem derrubar o navegador.
Um centro de operações com muitos dispositivos gera mais updates do que a tela aguenta. Backpressure, reconexão com backoff e reconciliação de estado depois de queda viraram requisito de primeiro dia, não detalhe.
Comando remoto tratado como operação séria, não botão.
Mandar comando para equipamento no campo precisa de confirmação, idempotência e trilha de auditoria. Um comando perdido ou duplicado tem consequência física na rede, não só um log feio.
O operador passou a enxergar a rede em tempo real e a agir no campo a partir da tela, com conformidade ANEEL embutida no fluxo em vez de apurada no fim do mês.
- - Telemetria ao vivo deu ao operador o estado real da rede em segundos, não em planilha do dia seguinte.
- - Alarmes derivados de DRP/DRC anteciparam transgressões de tensão antes de virarem ressarcimento ao consumidor.
- - Backpressure e reconexão tornaram o console estável mesmo com muitos dispositivos reportando ao mesmo tempo.
- - Comandos remotos com confirmação e auditoria deram à operação a confiança de agir no campo a partir da tela.